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Galeria Luciana Brito

Saint Clair Cemin / Tiago Tebet: Triunfo da Razão Natural / Standard

LB News
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Saint Clair Cemin - Triunfo da Razão Natural

 

Com trabalhos inéditos, a exposição “O Triunfo da Razão Natural”, de Saint Clair Cemin, irá apresentar um conjunto de obras talhadas em pedra calcária da região da Borgonha (França), sempre combinando-as com materiais diversos. A maioria delas foi concebida no seu ateliê em Villotte sur Ource, um chateau do século XVIII, onde o artista optou pelo exercício solitário de seu ofício, mas sem deixar de lado sua característica de quebrar barreiras e confrontar opostos, principalmente entre o passado e o futuro.

 

Por meio da mistura de materiais, formas, estilos e percepções, Saint Clair Cemin cria um contraste de efeitos dramáticos. Esse movimento tão diversificado mostra uma integração entre estilos e referências do artista, que atribui um caráter instintivo e natural, além de mítico e atemporal às suas obras. É comum, por exemplo, vermos o improvável apresentado como possível.

 

A obra intitulada “São Francisco Prega aos Pássaros”, por exemplo, mostra bem essa poética eclética adotada pelo artista, já que, pela primeira vez, ele combina o aço com pedra calcária e bronze. “Aquarela do Brazil”, por sua vez, apresenta uma construção futurista em ferro, combinada ao bronze. Além dessas, o artista também traz peças como “Lenta é a Luz da Alma”, e a obra que dá nome à exposição “Lê Triomphe de La Raison Naturelle”, talhada em bronze, bem como “Ônibus Escolar”, obra que encerra a exposição, complementando-a.

 

Ultrapassando a mera questão estética, as esculturas de Saint Clair Cemin promovem pontuadas referências à história da arte. Além disso, o artista lida com uma diversidade de figuras e materiais de forma inusitada, o que faz com que seus trabalhos apresentem efeitos contraditórios, como o trágico confrontando o cômico.

 

As esculturas de Saint Clair Cemin podem ser vistas em todo o mundo e já foram exibidas em espaços importantes, como no Institute of Contemporary Art (Boston), Espasso, Nova York (EUA), Brent Sikkema Gallery, Nova York (EUA), no Stedelijk Museum (Amsterdam), na Bienal de 1989 do Whitney Museum of American Art (Nova York), na IX Documenta de Kassel, em Kunsthalle (Basel),  etc. No Brasil, participou da Paralela 2008, no Liceu das Artes, Instituto Itaú Cultural, da XXII Bienal de São Paulo, IV Bienal do Mercosul, em Porto Alegre (Brasil), dentre muitos outros.

 

Com exposições individuais, Saint Clair Cemin foi visto em 2009 numa retrospectiva no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (Brasil), no Hirschhorn Museum and Sculpture Garden, Smithsonian Institute (Washington, DC), Museo de Arte Contemporaneo (Monterrey, Mexico), The Center for the Fine Arts (Miami), The Birmingham Museum of Art (Alabama), no The Arts Club of Chicago, Lever House (Nova York) e no Museu de Arte Moderna da Cidade do México. Seu trabalho, contudo, também faz parte de coleções importantes, como as do Whitney Museum of American Art (Nova York), Museum of Contemporary Art (Los Angeles), Fonds Nacional d´Art Contemporain (Paris), etc

 

Além de ter recebido o prêmio Open Air Museum, em Hakone, no Japão, em 1995, Saint Clair Cemin também foi tema para importantes publicações como Saint Clair Cemin – Sculptor from Cruz Alta, uma grande monografia escrita por Richard Millazo, bem como o livro de autoria do artista, Fragments of a Mind: Stories and Comments on Art 1987-2004,

que foi editado pela Edgewise Press. Atualmente, o artista conta com atelier em Nova York (EUA), Paris (França) e Beijing (China).

 

Tiago Tebet - Standard

 

Formando um conjunto coeso, as obras evoluem de acordo com a técnica apurada e geometria precisa de Tiago Tebet. Em uma das paredes, uma grande tela faz prevalecer a vibração do amarelo. Trata-se de uma enorme cortina, elemento recorrente em suas pinturas, que ganha vida com o movimento construído pelo artista. Nas outras paredes, contudo, observa-se um conjunto coeso, que evolui de acordo com a técnica apurada e geometria precisa de Tebet, bem como com o uso da cor como matéria e do branco como luz pura. Esse conjunto sugere um efeito tridimensional que, em alguns casos, explodem para dentro e fora da tela, como côncavos e convexos imaginários.

 

O artista também se utiliza da paisagem. Não daquela com importância temática, fator tão presente na história da pintura, mas na paisagem que está por trás do que se pode observar numa primeira instância. Uma das pinturas, por exemplo, é dividida em três partes, cada uma em forma de tira horizontal, onde se tem a vista de fora da janela, podendo assim vislumbrar uma solitária e introspectiva paisagem.

 

Já observadas individualmente, as telas oferecem uma experiência intrínseca, quando a cor, geralmente vigorosa, é quem as determina. Geralmente, as pinturas de Tiago Tebet seguem a premissa da rigorosidade nos detalhes, principalmente nas construções geométricas, transformando a pintura numa produção perfeita da realidade. Tebet também contrapõe pinturas em tons de cinzas ou verdes, quase monocromáticas – seriam se não fosse o  uso impecável do branco e do preto –, além de misturar cores primárias (azul, amarelo e vermelho), dosadas meticulosamente, promovendo uma experiência única.

 

Com apenas 24 anos de idade, Tiago Tebet já fez parte da Paralela 2010, além de ter participado da 40a. Annual de Artes Plásticas da FAAP, oportunidade em que recebeu o prêmio principal do evento. Em 2008, fez parte do Grupo Anarcademia, na Bienal Internacional de São Paulo e, em 2009, participou de exposição coletiva na Luciana Brito Galeria. 

22.03.2011 a 30.04.2011